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Moçambique: FRELIMO aponta combate à fome, corrupção e desemprego como prioridades

O Presidente da FRELIMO, Daniel Chapo, afirmou, na tarde deste domingo, em Chimoio, que o combate à fome, a melhoria dos serviços de saúde, a criação de emprego para a juventude, o combate à corrupção e a expansão das infra-estruturas públicas estão entre algumas das principais decisões resultantes dos debates da 11.ª Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO.


Falando perante milhares de membros, simpatizantes e cidadãos que participaram no comício popular realizado na cidade de Chimoio, Chapo destacou a segurança alimentar como uma das prioridades identificadas durante os três dias de debates da Conferência, defendendo maior investimento na agricultura e no aumento da produção nacional.


“Nós, como Governo da FRELIMO, temos que continuar a trabalhar para combater a fome e garantir o bem-estar do povo.”


Na área da saúde, o Presidente da FRELIMO apontou a necessidade de reforçar o abastecimento de medicamentos, melhorar o atendimento nos hospitais e garantir meios adequados para a assistência às populações, incluindo ambulâncias e profissionais preparados para atender os cidadãos com respeito e dignidade.


Segundo Chapo, os debates também colocaram a corrupção entre as preocupações que devem merecer maior atenção, tendo sido defendida a necessidade de intensificar as acções de combate a este fenómeno que afecta o desenvolvimento do país e o bem-estar da população.


“Nestes dias, debatemos ainda a questão da corrupção. Decidimos que precisamos de combater estas situações, porque são uma preocupação do povo”, afirmou.


Emprego para a juventude


A criação de mais oportunidades de emprego para os jovens foi igualmente apontada como uma das matérias centrais dos debates. Chapo defendeu o aumento da capacidade produtiva e a criação de mais indústrias como forma de gerar empregos e responder às expectativas da juventude.


O Presidente da FRELIMO condenou igualmente a prática de cobrança de valores para o acesso ao emprego, considerando que esta situação constitui um dos males que afectam os jovens.


“Não se pode cobrar dinheiro a um jovem para procurar emprego. Temos que combater esses males que minam a juventude”, afirmou.


No domínio das infra-estruturas públicas, Chapo indicou que os debates abordaram igualmente a necessidade de melhorar as condições das estradas, com particular atenção para a Estrada Nacional Número Um (EN1), considerada uma das principais vias de ligação do país.


As posições apresentadas pelo Presidente da FRELIMO surgem no encerramento de um ciclo de três dias de debates da 11.ª Conferência Nacional de Quadros, realizada em Chimoio, província de Manica, onde membros do partido discutiram desafios nacionais e apresentaram propostas visando responder às principais preocupações da população.


Chapo sublinhou que as matérias apresentadas no comício representam apenas algumas das decisões e orientações saídas dos debates da 11  Conferência Nacional de quadros a, que procurou colocar no centro da reflexão os principais desafios de desenvolvimento do país e as necessidades do povo moçambicano.


Por Elton Mabjaia