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Moçambique: INGD avalia capacidade de resposta regional na III Sessão do CTGD durante simulação da SADC em Nacala


O Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGD) avaliou, na quarta-feira (29), os mecanismos de coordenação e resposta a emergências no decurso da sua III Sessão Ordinária, realizada no âmbito da I Simulação Regional da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorre na cidade de Nacala, província de Nampula.


O encontro, presidido pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Celma Meque, centrou-se na avaliação da evolução da simulação do Ciclone Tropical Muito Intenso EKHOTO, de categoria 5, um exercício concebido para testar a prontidão operacional dos países da região perante desastres naturais de grande magnitude.


Entre os principais aspectos em análise estiveram os protocolos para a activação da Equipa Regional de Resposta a Emergências da SADC (ERT), a coordenação interinstitucional e a implementação das Acções Antecipadas e das medidas de resposta a uma eventual emergência regional.


Os participantes defenderam ainda que as experiências resultantes da simulação devem ser incorporadas nos instrumentos de planificação e resposta, contribuindo para o fortalecimento da capacidade institucional e da cooperação regional na gestão do risco de desastres.


Na sua intervenção, Luísa Celma Meque afirmou que o exercício constitui uma oportunidade para avaliar, em ambiente controlado, a eficácia dos mecanismos nacionais e regionais de resposta, permitindo identificar procedimentos que necessitam de harmonização e aperfeiçoamento.


“O cenário simulado permite uma reflexão sobre o contexto real de desastres, possibilitando analisar cada detalhe das operações, desde a planificação até à resposta, de modo a identificar boas práticas e áreas de melhoria”, afirmou.


A dirigente apelou igualmente aos participantes para documentarem de forma sistemática os pontos fortes, os desafios e as lições aprendidas durante o exercício, considerando que esses elementos serão determinantes para o aperfeiçoamento dos planos de contingência e dos protocolos operacionais.


Luísa Celma Meque sublinhou que a resposta eficaz às emergências depende de uma actuação coordenada entre o Governo, parceiros de cooperação, organizações humanitárias, comunidades e demais intervenientes, defendendo que a cooperação regional deve continuar a ser fortalecida para responder de forma mais eficiente aos impactos das mudanças climáticas e dos eventos extremos.


A I Simulação Regional da SADC reúne instituições nacionais e parceiros regionais com o objectivo de testar a capacidade de preparação, coordenação e resposta a desastres, reforçando os mecanismos de cooperação entre os Estados-membros e promovendo a adopção de boas práticas na gestão e redução do risco de desastres na África Austral.


Por Elton Mabjaia