Passou mais de um ano desde que um forte temporal, ocorrido a **11 de abril do ano passado**, destruiu parcialmente uma habitação onde viviam várias famílias. Desde então, os moradores afirmam continuar sem uma resposta definitiva para recuperar as suas condições de vida.
Rui Quaresma (morador)
*"Queremos que o Governo traga uma máquina para demolir a casa. Se não puder apoiar na construção, nós fazemos do nosso bolso. O problema é que não temos espaço para construir."*

Segundo Rui Quaresma, no momento do incidente os moradores conseguiram abandonar a residência antes do desabamento, evitando vítimas. No entanto, a estrutura ficou comprometida e, de acordo com o próprio, já não oferece condições de segurança.
Após o incidente, as famílias foram acolhidas num espaço provisório, onde permanecem até hoje. Rui Quaresma afirma que o local pertence a uma associação e que vive com receio de perder o abrigo.
O morador diz ainda ter procurado apoio junto das autoridades, incluindo o Primeiro-Ministro e o Ministério da Agricultura, mas garante que, até ao momento, a situação permanece sem solução.
Outra preocupação apontada é a falta de energia elétrica no espaço onde reside atualmente, situação que, segundo afirma, tem dificultado ainda mais o dia a dia da família.
**Rui Quaresma (morador)**
*"Estamos a viver totalmente stressados. Só queremos um espaço seguro para reconstruir e voltar a viver com dignidade."*

De acordo com o morador, o problema afeta **três famílias**, algumas delas com vários filhos menores. Desde o desabamento, muitas pessoas têm vivido em casas de familiares ou em alojamentos improvisados.
Rui Quaresma refere ainda que, após o incidente, técnicos da Ação Social deslocaram-se ao local para recolher informações, mas afirma que o único apoio recebido foi um saco de 25 quilos de arroz, dividido entre duas famílias.
Enquanto aguardam uma resposta das autoridades, os moradores reiteram o apelo para que seja demolida a estrutura considerada insegura, de forma a permitir a reconstrução das habitações e o regresso a uma vida em condições dignas.
A nossa redação procurará obter uma reação das entidades competentes sobre este caso, nomeadamente do Governo e dos serviços responsáveis pela habitação e ação social, para conhecer as medidas previstas para apoiar as famílias afetadas.