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UNIÃO AFRICANA AVALIA TERRENO ELEITORAL EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE E ADMITE APOIO, MAS SEM DECISÕES CONCRETAS


Segundo o chefe da missão, o objetivo central da visita é demonstrar solidariedade ao povo santomense e acompanhar de perto os preparativos para as próximas eleições.


“Estamos aqui para dizer ao povo de São Tomé e Príncipe que não está sozinho. A União Africana está ao seu lado e pronta para apoiar”, afirmou Modibo Keïta.


Durante a estadia, a delegação reuniu-se com o Governo, partidos da oposição, o Conselho Superior da Imprensa e parceiros internacionais, incluindo as Nações Unidas, a União Europeia e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. De acordo com o responsável, não foram registadas avaliações negativas significativas sobre o processo democrático em curso.


“Todos reconhecem que a democracia é uma construção contínua e que exige o contributo de todos para se fortalecer”, destacou.


A missão esclareceu que, para já, não há decisões concretas sobre o tipo de apoio que será concedido ao país. As autoridades santomenses já apresentaram as suas necessidades, que serão analisadas num relatório oficial.


“Vamos elaborar recomendações e a União Africana, dentro das suas possibilidades, fará o máximo para apoiar eleições livres, credíveis e transparentes”, explicou o chefe da delegação.


Questionado sobre o eventual envio de observadores para as eleições previstas, o responsável indicou que a decisão não cabe à missão atual.


“A minha missão termina aqui. Caberá às instâncias da União Africana decidir sobre o envio de observadores”, .


A presença da União Africana ocorre num momento crucial para São Tomé e Príncipe, que se prepara para um novo ciclo eleitoral. A avaliação internacional é vista como um elemento-chave para reforçar a confiança pública, garantir transparência e prevenir tensões políticas. A eventual mobilização de apoio técnico ou financeiro poderá ser determinante para ultrapassar desafios logísticos e institucionais, sobretudo num contexto em que a credibilidade eleitoral é central para a estabilidade democrática do país.