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ASMJ concluiu na sexta-feira a fase inicial da campanha de sensibilização contra a violência doméstica no Distrito de Lobata, iniciada em dezembro a iniciativa continuará noutras localidades com o envolvimento de outras associações

Desde o mês de dezembro de 2025 a Associação de Mulheres Juristas de São Tomé e Príncipe tem estado no distrito de Lobata a promover campanhas de sensibilização contra a violência doméstica e outras formas de violência baseada no género.



A ação enquadra-se no projeto Justiça de Proximidade, uma iniciativa do Governo são-tomense em parceria com organizações da sociedade civil e organismos internacionais, com o objetivo de aproximar a justiça das comunidades mais afastadas dos centros urbanos.




“Estamos no distrito de Lobata em campanha de sensibilização contra a violência doméstica, basicamente explicando às pessoas os tipos de violência que existem, como elas podem acontecer e quais são os mecanismos para tentar mitigar esses tipos de violência.”  Liudmila Leal Membro da Associação de Mulheres Juristas



De acordo com a Associação, muitas comunidades ainda desconhecem os diferentes tipos de violência e os meios legais disponíveis para denúncia e proteção das vítimas.


“Este projeto surge da preocupação do próprio Estado, sabendo que muitas comunidades, por estarem isoladas dos centros urbanos, têm pouco acesso à informação e aos mecanismos de defesa.”


Além da sensibilização direta às populações, a Associação de Mulheres Juristas trabalha também junto das instituições da justiça, participando na criação e revisão de mecanismos legais para o combate a este tipo de crime.


“As nossas estratégias passam também pela sensibilização às próprias instituições da justiça, participando na criação ou revisão de legislações para combater esses crimes.”


No distrito de Lobata, foram priorizadas comunidades com pouca intervenção de organizações não governamentais, como forma de garantir maior equidade no acesso à informação.


“Escolhemos essas comunidades porque têm pouca intervenção das ONGs e entendemos que era importante dar atenção a essas populações.”


A primeira fase do projeto abrange 26 comunidades em todo o país. Segundo a Associação, nem todo o território será coberto nesta etapa, mas novas estratégias estão a ser estudadas com base nos resultados e feedbacks recolhidos.


“Vamos fechar agora essa primeira fase e, com base nos feedbacks, pensar novas estratégias para abranger todo o território e trazer mecanismos mais eficazes para mitigar cada tipo de situação.”

 Liudmila Leal Membro da Associação de Mulheres Juristas



O Governo reafirma, através do protocolo assinado com as organizações da sociedade civil, o compromisso no combate à violência baseada no género, defendendo uma atuação conjunta entre Estado, comunidades e parceiros internacionais para reduzir este fenómeno que continua a afetar a sociedade são-tomense.

 


Jornalista: Ednel Abreu

Imagem: Eriqueson Tavares

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