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Comissão Eleitoral forma jornalistas e introduz recenseamento automático em São Tomé e Príncipe


A Comissão Eleitoral Nacional está a capacitar jornalistas para uma cobertura mais eficaz e informada das próximas eleições. A iniciativa visa esclarecer todo o processo eleitoral, com foco especial na implementação do recenseamento automático.

Em declarações à imprensa, o presidente da Comissão Eleitoral, Jeudiger Lima, explicou que a formação pretende garantir maior rigor na divulgação das informações eleitorais:


“O objetivo é partilhar com os jornalistas todo o processo eleitoral, sobretudo o facto de nós termos o recenseamento automático, dar a conhecer como funciona e também garantir que estejam preparados para fazer a cobertura de todos os atos eleitorais que se avizinham.”


O novo modelo digital de recenseamento baseia-se na integração de dados provenientes do registo civil, permitindo maior eficiência e abrangência no processo.


“O registro civil fez um trabalho de inscrição e recolha de informações, que são utilizadas pela Comissão Eleitoral para a atribuição do número eleitoral de cada cidadão. Essas informações são carregadas numa base de recenseamento eleitoral e depois validadas pela Comissão Eleitoral Nacional.”


Com esta mudança, os cidadãos automaticamente passam a estar inscritos como eleitores, eliminando etapas burocráticas anteriores.

Uma das principais novidades é a não emissão de novos cartões de eleitor para este ciclo eleitoral.


“Não estaremos a emitir cartões eleitorais. Quem já tem poderá utilizá-los, mas quem não tem poderá votar com o bilhete de identidade.”


Quanto ao nível de preparação para as eleições, o responsável garante prontidão técnica, embora reconheça desafios fora do controlo direto da Comissão.


“A Comissão Eleitoral está preparada em termos técnicos, com todos os equipamentos prontos. Mas há um conjunto de condições que dependem do governo e nem todas estão ainda acauteladas.”


Nos próximos dias, equipas estarão no terreno para atualizar e confirmar os locais de votação, permitindo aos cidadãos ajustarem o seu local de voto, caso tenham mudado de distrito.


“A partir de 1 de maio, as brigadas estarão no terreno para confirmação dos locais de votação. Os cidadãos devem verificar e, se necessário, solicitar a transferência para evitar longas deslocações.”


A Comissão Eleitoral apela à participação ativa dos cidadãos neste processo, reforçando a importância de um sistema eleitoral mais inclusivo, eficiente e transparente.