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Igreja Adventista promove marcha “Quebrar o Silêncio” contra todas as formas de violência

Dar voz às pessoas que sofrem em silêncio e sensibilizar a sociedade para a denúncia de todas as formas de violência. Foi este o objetivo da marcha “Quebrar o Silêncio”, promovida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em São Tomé.


A iniciativa procurou chamar a atenção para casos de violência sexual, doméstica, psicológica, moral e outros tipos de maus-tratos, envolvendo mulheres, crianças, homens e idosos.


Segundo Esther Castro, departamental do Ministério da Mulher da Igreja Adventista em São Tomé e Príncipe, a mensagem pretende ultrapassar os limites da comunidade religiosa.


Esther Castro: Departamental do Ministério da mulher

“Queremos falar, queremos gritar para que as pessoas ouçam e para que isso possa terminar. Estamos a falar de violência sexual, violência doméstica, violência mental, psicológica e moral.”


A mobilização envolveu vários grupos da Igreja Adventista, entre eles o Ministério da Criança, Ministério da Mulher, desbravadores, aventureiros, jovens adultos, embaixadores e calebs.


Para o líder máximo da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a ação faz parte de uma iniciativa realizada no último sábado de agosto, dedicada à sensibilização para diferentes formas de abuso.


Pastor Elizeu  Xavier : Líder da Igreja Adventista do Sétimo dia

“Não só falamos de violência, mas também temos compaixão com as pessoas que sofrem violência. Queremos ir ao encontro delas, comunicar e ajudar a sair e a livrar-se da situação de violência.”


A Igreja diz pretender reforçar a consciencialização tanto no espaço religioso como na sociedade em geral. A campanha aborda não apenas a violência física e sexual, mas também a violência emocional e financeira e os maus-tratos contra idosos.


A organização apelou ainda à participação de toda a sociedade são-tomense na denúncia e no apoio às vítimas.


Esther Castro: Departamental do Ministério da mulher

“Todos nós devemos unir-nos a esta voz. Não só a Igreja Adventista, mas toda a sociedade, São Tomé e Príncipe e o mundo todo.”


A marcha percorreu artérias da capital, com concentração prevista no Riboque e passagem pela Praça de Táxi, numa ação de sensibilização pública contra a violência.