O Sindicato Nacional dos Professores (SINAPRON) denunciou publicamente o atraso no pagamento dos salários dos professores recém-contratados, acusando o Governo Central de incumprir um memorando de entendimento anteriormente assinado com os sindicatos.
Segundo o sindicato, o documento prevê claramente a regularização dos salários. No entanto, a realidade vivida pelos docentes é bem diferente.
“O governo comprometeu-se a regularizar o pagamento dos professores novos, mas até agora isso não está a acontecer. No Príncipe, os professores novos continuam a receber sem qualquer tipo de constrangimento. Por que o Governo Central não consegue fazer o mesmo” Adilson Esperança |Líder sindical SINAPRON-STP

Para o sindicato, a situação é preocupante e levanta questões de justiça e dignidade profissional.
“Será que os professores novos não são funcionários públicos, Não têm necessidades? Não têm famílias para sustentar?. Como é que pagam o transporte para ir trabalhar."
Além disso, o sindicato lembra que a legislação em vigor, nomeadamente a Lei da Função Pública, estabelece limites claros para este tipo de situação.
“A lei é clara. Há um limite, e esse limite já foi ultrapassado. O Governo precisa cumprir com aquilo que está estabelecido. Dizem que estão a trabalhar no assunto, mas não apresentam uma data concreta. Isso não é suficiente”
O SINAPRON alerta ainda que o problema não é novo e tende a repetir-se todos os anos devido à falta de organização administrativa.
“O processo é conhecido. Todos os anos contratam professores. O que falta é antecipação e organização. Vamos reunir nos próximos dias para definir novas estratégias. Não podemos continuar assim. Pedimos ao Governo que regularize os salários dos professores novos ainda neste mês de abril, para evitar que a situação se agrave.” Adilson Esperança |Líder sindical SINAPRON-STP
Diante da situação, o sindicato garante que poderá avançar com novas formas de pressão caso não haja uma solução urgente.
Por: Ednel Abreu
Edição: André Trindade
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