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Programa das Nações Unidas defende reforço do financiamento para conservação da biodiversidade em São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe precisa reforçar e diversificar as fontes de financiamento destinadas à conservação da biodiversidade. A conclusão resulta do trabalho desenvolvido no âmbito da iniciativa BIOFIN, implementada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD.




O tema esteve em análise num atelier de validação do relatório de revisão do quadro político e institucional do financiamento da biodiversidade, que reuniu representantes do Governo, sociedade civil, setor privado e parceiros de desenvolvimento.


Na abertura do encontro, o PNUD destacou o valor estratégico do património natural do país.


O relatório reconhece que São Tomé e Príncipe dispõe de políticas, estratégias e instituições voltadas para a conservação da natureza. No entanto, identifica dificuldades na mobilização de recursos financeiros, na coordenação entre instituições e na implementação e acompanhamento das políticas existentes.


Geisel de MenezesCoordenador do Projeto BIOFIN em São Tomé e Príncipe:

“O objetivo do projeto é fortalecer as políticas de conservação da natureza, em particular garantir financiamento sustentável para a implementação dessas políticas.”


A iniciativa BIOFIN está presente em mais de uma centena de países e, em São Tomé e Príncipe, iniciou a sua implementação no ano passado. O relatório agora apresentado constitui uma das primeiras etapas do processo.


Segundo Geisel de Menezes, o país já possui alguns mecanismos de financiamento e existe potencial para criar novas soluções.


“Temos o caso dos fundos fiduciários de conservação, temos o Ecotel, que está numa fase mais madura, temos também o Fundo Climático e Ambiental.”


O responsável aponta ainda para a necessidade de melhorar o planeamento público e a gestão orçamental, de modo a transformar mecanismos previstos na legislação em fontes efetivas de financiamento nacional.


A próxima fase do projeto deverá analisar quanto é atualmente investido na conservação da biodiversidade, incluindo recursos nacionais, cooperação internacional e financiamento de organizações não governamentais.


Posteriormente, serão calculadas as necessidades de financiamento do setor, com o objetivo de elaborar um plano nacional de financiamento da biodiversidade.

Geisel de MenezesCoordenador do Projeto BIOFIN em São Tomé e Príncipe:

“Esse plano vai trazer soluções de financiamento da biodiversidade ajustadas ao contexto de São Tomé e Príncipe.”


O PNUD considera que o desafio passa agora por transformar as recomendações do relatório em decisões, instrumentos financeiros, parcerias e ações concretas para proteger os ecossistemas e garantir benefícios para as atuais e futuras gerações.