São Tomé e Príncipe está a reforçar a preparação do setor de água, saneamento e higiene face aos efeitos das alterações climáticas.
Uma reunião técnica reúne representantes do Governo, UNICEF, parceiros de desenvolvimento e outras instituições para identificar, validar e priorizar os principais riscos que afetam estes serviços essenciais.
“Temos de considerar também os riscos climáticos no futuro. Esta é a essência da resiliência climática.” Representante do governo

Secas, inundações, chuvas intensas, erosão e degradação da qualidade da água estão entre os riscos identificados. As autoridades alertam que estes fenómenos podem danificar infraestruturas, interromper o abastecimento e aumentar os riscos para a saúde pública.
O encontro enquadra-se numa assistência técnica apoiada pela UNICEF, em colaboração com o Governo e o Instituto Sueco de Investigação Ambiental, com o objetivo de integrar a resiliência climática nas políticas e investimentos do setor. Representante do governo
“Não podemos simplesmente construir mais infraestruturas. Precisamos de construir infraestruturas mais seguras, mais resilientes e mais eficientes.”

A UNICEF considera que a adaptação climática é particularmente importante para proteger crianças e comunidades vulneráveis. Segundo a organização, 37% da população tem atualmente acesso a água potável segura e 35% a saneamento seguro. Representante da UNICEF
“As alterações climáticas, secas, inundações, corrosão costeira e eventos extremos pressionam os recursos hídricos e as infraestruturas de abastecimento, afetando sobretudo as crianças e comunidades vulneráveis.”

Os resultados da reunião deverão contribuir para um documento nacional sobre resiliência climática no setor WASH e orientar futuras políticas, investimentos e medidas de adaptação.
O objetivo é transformar a identificação dos riscos em ações concretas, reforçando a segurança hídrica e garantindo serviços de água, saneamento e higiene mais resistentes aos efeitos das alterações climáticas.