O Programa Família deu início à distribuição de fichas e cartões aos novos beneficiários e ao primeiro pagamento da expansão do apoio social. A atividade está prevista para decorrer durante três dias, até ao dia 2, e abrange seis mil novos agregados familiares incluídos no programa.

Os beneficiários com os nomes constantes das listas definitivas devem dirigir-se aos centros distritais, à Administração ou à Direção da Proteção Social para levantar a ficha e o cartão Dobra 24, através do qual terão acesso ao valor transferido.
“Este é o quarto pagamento do ano de 2026, mas também o primeiro com a expansão, ou seja, com os seis mil novos agregados familiares.” Núria de Ceita / Diretora da DPSSF
Com a expansão, o número de famílias abrangidas pelo programa aumenta. Mas o apoio financeiro está associado também à chamada solidariedade escolar. A Direção da Proteção Social lembra que as famílias beneficiárias devem garantir a permanência das crianças na escola e acompanhar o seu percurso educativo.
“O objetivo do programa é o desenvolvimento do capital humano e garantir o futuro das crianças. É importante que permaneçam na escola e tenham sucesso escolar.” Núria de Ceita / Diretora da DPSSF
O acompanhamento envolve milhares de crianças. Segundo a responsável, o programa abrange mais de 17 mil, quase 18 mil crianças, o que representa um desafio para os técnicos sociais.

A Direção da Proteção Social procura reforçar a articulação com o Ministério da Educação e melhorar a comunicação entre os sistemas de acompanhamento escolar e social.
“É necessário confirmar o progresso escolar das crianças. Não é uma tarefa fácil, porque estamos a falar de quase 18 mil crianças, mas acreditamos que o mecanismo poderá melhorar com uma comunicação mais rápida entre os sistemas.” Núria de Ceita / Diretora da DPSSF
Nos casos em que são identificadas dificuldades no aproveitamento escolar, a orientação não é excluir automaticamente a criança do programa.
A Direção explica que procura acompanhar cada família para identificar as causas do problema, que podem ultrapassar as dificuldades financeiras.
Há situações em que são detectados casos de violência ou negligência, exigindo uma intervenção social mais ampla.
“Não excluímos as crianças por não terem sucesso escolar. Tentamos acompanhar a família para melhorar o fator que levou a criança a não ter aproveitamento. A abordagem é de acompanhamento e proteção.” Núria de Ceita / Diretora da DPSSF
Nos casos mais complexos, podem ser produzidos relatórios sociais e acionados outros mecanismos de proteção, incluindo o Ministério Público e o Tribunal de Família e Menores. O novo pagamento marca, assim, o início da expansão do Programa Família, com seis mil novos agregados familiares a receberem apoio social.