São Tomé e Príncipe continua a reforçar o processo de reconhecimento internacional dos seus produtos agrícolas de excelência.
O Projeto Transição Verde promoveu uma sessão de restituição do intercâmbio realizado em Portugal, envolvendo produtores e instituições ligadas ao cacau, café e pimenta.
Cristino Fonseca | Coordenador Local do Projeto Transição Verde
"O objetivo foi capacitar os produtores e as instituições nacionais para que assumam a liderança deste processo, garantindo a sua continuidade depois do fim dos projetos."

Segundo os responsáveis, a Indicação Geográfica Protegida permitirá assegurar padrões de qualidade, proteger o nome "Cacau de São Tomé" e impedir o uso indevido da designação nos mercados internacionais.
"A IGP protege a origem do produto, valoriza o cacau de São Tomé e garante maior rendimento para os pequenos produtores."
O processo já foi submetido à União Europeia, que solicitou alguns ajustes técnicos. As correções foram efetuadas e o país aguarda agora a decisão final.
Durante o intercâmbio, participaram representantes do SENAPIC, da Diogo Vaz, da CECAQ-11, da CPBA, da ACECAFÉ e de outras organizações do setor agrícola. Foi igualmente criado um secretariado permanente para acompanhar todo o processo de certificação.
O diretor adjunto do Serviço Nacional da Propriedade Intelectual destacou que a certificação vai além da agricultura e poderá impulsionar o turismo, a inovação e a reputação internacional do país.
SENAPIC
"A indicação geográfica fortalece a marca São Tomé e Príncipe, protege o nosso património e cria novas oportunidades para o turismo e o desenvolvimento sustentável."

As autoridades defendem que a certificação dos produtos nacionais representa um passo estratégico para aumentar a competitividade da economia, proteger o património agrícola e promover um desenvolvimento mais sustentável em São Tomé e Príncipe.