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Moçambique: Benedita Guimino desafiada a reforçar  integridade e financiamento  a economia  nacional

O desafio surge num momento em que o Chefe do Estado defende uma nova abordagem para o Banco Central, na qual a estabilidade macroeconómica e financeira deve servir de base para estimular a produção, o investimento, a criação de emprego e o crescimento económico inclusivo.


Chapo entende que a estabilidade monetária não deve ser vista como um fim em si mesmo, mas como uma plataforma para dinamizar a economia real, facilitar o acesso ao crédito e apoiar sectores produtivos, incluindo a agricultura, indústria, turismo, transportes, logística e pequenas e médias empresas.


Outro desafio colocado à nova liderança do Banco de Moçambique está relacionado com o funcionamento do mercado cambial e o acesso às divisas por parte dos agentes económicos, sobretudo para a aquisição de matérias-primas, equipamentos e outros insumos necessários à atividade produtiva.


Para o Presidente da República, a resposta aos constrangimentos cambiais deve passar pelo aumento da produção nacional, diversificação das exportações e maior transformação local dos recursos, criando uma economia menos vulnerável aos choques externos.


Neste contexto, a entrada de Benedita Guimino na liderança do Banco de Moçambique representa também uma responsabilidade acrescida para a nova equipa, chamada a contribuir para uma economia mais produtiva, competitiva e capaz de gerar oportunidades para os moçambicanos.


O desafio de Chapo enquadra-se na agenda de construção das bases para a independência económica de Moçambique, assente no aumento da produção, promoção do investimento, inclusão financeira e criação de emprego para jovens e mulheres.


Por Elton  Mabjaia