O Presidente da República reuniu-se com os partidos políticos com assento parlamentar para definir datas das eleições e a moção de censura do ADI mantém o clima de debate político
O Presidente da República, Carlos Vila Nova, reuniu-se com partidos políticos com assento parlamentar para discutir o calendário das eleições de 2026, num contexto marcado pelo debate em torno da moção de censura apresentada pelo ADI. O ADI defendeu a realização das eleições presidenciais em julho e das legislativas em setembro, reconhecendo que a moção de censura, embora legal, pode influenciar o calendário político, sobretudo no caso das legislativas. Outros partidos, como o MLSTP, MCI-PS/PUM, Movimento Basta e UMPP, manifestaram concordância geral com as datas propostas, mas sublinharam a necessidade de estabilidade, ponderação e respeito pela legalidade. Enquanto alguns partidos ainda irão analisar internamente a sua posição sobre a moção de censura, houve consenso quanto à importância de evitar crises políticas que prejudiquem o país num ano eleitoral. O calendário eleitoral foi oficialmente fixado pelo Decreto Presidencial n.º 02/2026, de 23 de janeiro de 2026, que marca a eleição presidencial para 19 de julho de 2026 e as eleições legislativas, regionais e autárquicas para 27 de setembro de 2026.
ADI Apresenta Moção de Censura ao Governo liderado por Américo Ramos
O partido ADI (Acção Democrática Independente) anunciou a apresentação de uma moção de censura contra o Governo liderado por Américo Ramos, alegando falhas na governação e agravamento da crise energética, situação crítica no hospital central e aumento do custo de vida. O dirigente do ADI, Dr. Elísio, afirmou que a decisão é resultado de deliberação formal do partido, rejeitou rumores de divisões internas e considerou a moção um sinal claro de demarcação do atual Executivo. O ADI destacou ainda que a ação não será adiada devido ao ano eleitoral e criticou a demora do Tribunal Constitucional na avaliação da constitucionalidade de atos governamentais.
Ilha do Príncipe celebra 555 anos reafirmando identidade, autonomia e compromisso com o futuro
A Ilha do Príncipe assinalou os 555 anos do seu achamento com uma cerimónia marcada pela reflexão histórica, valorização cultural e projeção do futuro. O discurso destacou o papel estratégico e histórico da ilha, a força do seu povo, a riqueza cultural e ambiental, bem como conquistas marcantes como a autonomia regional, o reconhecimento como Reserva Mundial da Biosfera e a contribuição para a ciência mundial. Foi reforçada a importância da juventude, da cooperação entre as ilhas, da gestão responsável dos recursos e da preservação do património, com especial atenção à urgente reabilitação dos Passos do Conselho. A celebração foi apresentada como uma passagem de testemunho entre gerações e um apelo à união para um desenvolvimento sustentável e inclusivo.
Movimento Basta apresenta nova direção ao Primeiro-Ministro e reforça apelo à paz eleitoral
O Movimento Basta reuniu-se com o Primeiro-Ministro para apresentar a sua nova direção e discutir propostas de governação, a situação energética do país e a importância de eleições pacíficas. O partido destacou a necessidade de serenidade no processo eleitoral e afirmou que divulgará sua posição sobre alterações à Lei Eleitoral em momento oportuno.
MLSTP defende comissão eleitoral permanente e recenseamento automático na revisão da Lei Eleitoral
O MLSTP faz um balanço positivo do encontro com a Primeira Comissão Especializada da Assembleia Nacional no âmbito da revisão da Lei Eleitoral. O partido defende a criação de uma comissão eleitoral permanente, o recenseamento eleitoral automático e maior transparência e justiça nos processos eleitorais, apelando à aprovação de uma lei adaptada à realidade nacional e que reforce a democracia em São Tomé e Príncipe.
Moises Viegas critica Governo por crise energética e acusa falha na gestão da coisa pública no balanço do MDFM/UL
O presidente do partido MDFM-UL, Moises Viegas, acusou o Governo de incapacidade, má gestão e possível má-fé na condução dos assuntos públicos, com destaque para a persistente crise energética em São Tomé e Príncipe. No seu pronunciamento ao povo, Viegas afirmou que as expectativas criadas após a queda do anterior governo não foram cumpridas, sublinhando que a falta de energia e água continua a agravar a pobreza, prejudicar comerciantes, estudantes, o sistema de saúde e a economia nacional, colocando em causa a própria noção de governação e desenvolvimento no país.