Após um dos momentos mais tensos da atual legislatura, o presidente do MLSTP, Américo Barros, veio a público sublinhar que os acontecimentos do dia 2 de fevereiro, na Assembleia Nacional, não devem ser lidos sob a lente da vitória partidária, mas como um ato de responsabilidade histórica em defesa do Estado de Direito.

Segundo Américo Barros, a decisão de 29 deputados em convocar o plenário teve um único propósito: impedir o bloqueio institucional e a paralisação de dois órgãos de soberania fundamentais para o funcionamento do país. Para o líder nacionalista, o gesto foi legal, legítimo e alinhado com o interesse nacional, num contexto político marcado por tensões e incertezas.
“O que aconteceu não foi uma vitória de indivíduos ou partidos. Foi uma vitória de São Tomé e Príncipe”, afirmou.
O discurso ganha ainda maior peso simbólico por ter sido proferido na véspera do 3 de fevereiro, data que recorda o massacre de 1953 e a tomada de consciência do povo santomense sobre a necessidade de lutar pela dignidade, liberdade e autodeterminação. A associação entre passado e presente reforça a mensagem de que a democracia exige vigilância constante e coragem institucional.
No entanto, o episódio ficou manchado por tentativas de intimidação e atos de violência, prontamente condenados pelo MLSTP. Américo Barros expressou solidariedade ao deputado Delfim Neves, agredido durante os acontecimentos, sublinhando que tais práticas são incompatíveis com qualquer regime democrático.

Apesar das provocações, o presidente do MLSTP destacou a serenidade dos deputados nacionalistas, o respeito pelo regimento parlamentar e a defesa firme das instituições. Para o partido, esse comportamento revelou claramente quem procurava bloquear a democracia e quem trabalhou para garantir o seu funcionamento.
POR: Ednel Abreu
IMAGEM: SICLAY ABRIL
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