O primeiro-ministro e
chefe do Governo, Américo Ramos, dedicou os últimos dias à visita a
instituições ligadas à Defesa e Segurança, numa iniciativa que pretende
preparar a implementação de uma reforma já aprovada pelo Governo.

Segundo o
chefe do Executivo, o processo resulta de um trabalho desenvolvido com as
Nações Unidas, destinado a avaliar as necessidades e o funcionamento das
instituições do setor.
“Daí a necessidade de procurar todos esses sectores, perceber
também como é que eles estão nesse momento para nós avançarmos para a
implementação dessa reforma já aprovada pelo governo.”
Américo Ramos | Primeiro Ministro

Durante as
visitas, o primeiro-ministro afirmou ter procurado conhecer diretamente o
trabalho desenvolvido pelos agentes e funcionários, reconhecendo a importância
destas instituições para a segurança nacional.
A reforma
pretende adaptar os serviços à realidade atual do país, depois de anos marcados
pela multiplicação de funções e estruturas. A intenção é concentrar
competências e evitar a duplicação e o desperdício de recursos. “É necessário congregá-los, trazê-los para
funções mais centralizadas, evitar desperdícios de recursos.” Entre as
instituições visitadas esteve o Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, uma área
que enfrenta dificuldades, sobretudo devido à falta de meios de transporte e de
recursos humanos, num contexto de sucessivos incêndios registados no país.

O
primeiro-ministro reconhece que é necessário reforçar o apoio à corporação e
admite que o Governo fará o possível ainda durante o atual mandato. “É necessário cada um de nós, e eu digo nesse
caso o governo, o Ministério das Finanças, o Ministério da Defesa, da Ordem Interna,
fazer um pouco mais.” Américo Ramos defende, entretanto, uma resposta
que envolva também a população e o setor do urbanismo, considerando que
determinadas construções e a localização das habitações dificultam, em alguns
casos, a intervenção dos bombeiros.

O chefe do
Governo diz ainda que a melhoria do serviço exige uma responsabilidade
partilhada entre instituições públicas, população e demais setores envolvidos.
Questionado sobre a continuidade das medidas após o fim do mandato, Américo
Ramos afirmou que o atual Governo fará aquilo que estiver ao seu alcance,
cabendo ao próximo Executivo dar continuidade ao apoio necessário.