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Direção do ADI contesta encontro liderado por Américo Ramos e pede intervenção do Tribunal Constitucional

A direção da Ação Democrática Independente reagiu ao encontro promovido esta manhã por um grupo liderado por Américo Ramos, contestando a sua legalidade e legitimidade.


Segundo a vice-presidente do partido, Celmira Sacramento , o acórdão do Tribunal Constitucional determinou a realização de um congresso extraordinário eletivo, mas o cumprimento dessa decisão exige um conjunto de procedimentos estatutários que, segundo afirmou, não poderiam ser concluídos dentro do prazo inicialmente previsto.




> "É verdade que existe um acórdão do Tribunal Constitucional que dava ao partido ADI 30 dias para a realização de um congresso extraordinário eletivo. Mas, para o efeito, existem trâmites, existem um conjunto de ações que o partido deveria levar a cabo para realizar o congresso."




Entre esses procedimentos, a dirigente destacou a realização de assembleias distritais para a eleição dos delegados ao congresso, a elaboração do código eleitoral e a abertura formal das candidaturas.


De acordo com Celmira Sacramento, o Conselho Nacional decidiu, por unanimidade dos presentes, marcar o congresso para o próximo dia 26 de julho.


> "Todos os membros do Conselho Nacional presentes na sala anuíram para a realização do congresso no dia 26 de julho."



A direção do ADI sustenta ainda que o encontro realizado por Américo Ramos não respeitou os estatutos do partido e que, durante a reunião, não houve apresentação de candidaturas nem qualquer processo eleitoral válido.




> "Não houve qualquer candidato, não se apresentou lista nenhuma. Tinha que haver um código eleitoral, tinha que haver abertura para quem quisesse candidatar."




Outro ponto levantado pela direção prende-se com a alegada falta de convocatória aos membros do Conselho Nacional para o encontro desta manhã.


 os dirigentes não receberam qualquer comunicação oficial sobre a realização do evento.




> "Todos os membros do Conselho Nacional do partido não foram pedidos nem achados. Não recebemos nem por telefone, nem de forma física, algum convite informando que iria ocorrer um evento em nome do partido."




A dirigente afirmou ainda que Américo Ramos anunciou ter sido eleito presidente do partido, uma afirmação que a direção considera falsa por entender que não existiu qualquer processo eleitoral.


RM 


> "Não houve qualquer eleição, mas quando o Américo Ramos sai daquele encontro fala para a imprensa que ele foi eleito presidente do Partido Ação Democrática Independente. Pura mentira, pura falsa, porque não houve qualquer eleição lá dentro."




Durante a conferência, a direção do ADI apelou ao Tribunal Constitucional para que analise o processo e impeça a validação do encontro realizado, alegando que este decorreu sem observância das normas estatutárias.


Celmira Sacramento aproveitou ainda para alertar a comunidade internacional e os observadores eleitorais para acompanharem atentamente a evolução da situação política no país, afirmando que, na sua perspetiva, a democracia são-tomense enfrenta um momento de preocupação.


RM 


> "Estamos a apelar ao bom senso do Tribunal Constitucional para ver com carinho esta questão."