O MLSTP reagiu à retirada da moção de censura apresentada pelo ADI na Assembleia Nacional, considerando que a decisão configura uma clara derrota política do partido que detém maioria absoluta no parlamento. Segundo o MLSTP, um partido com maioria absoluta que apresenta uma moção de censura e a retira antes mesmo do debate demonstra fragilidade política e falta de coerência.
“O MLSTP entende que a retirada da moção de censura pelo ADI representa uma
derrota clara. Um partido com maioria absoluta não conseguiu levar a sua
própria moção ao debate e acabou por retirá-la.”

O partido refuta ainda qualquer tentativa de responsabilização do MLSTP nesta
matéria, sublinhando que sempre se posicionou como um partido responsável,
defensor da estabilidade dos órgãos de soberania e do bem-estar do povo
santomense.
“O MLSTP é um partido responsável, defensor da estabilidade institucional, da estabilidade
social e dos interesses intransigentes do povo de São Tomé e Príncipe.” Gaudêncio
Costa / Deputado do MLSTP
Durante a reação, o MLSTP fez um balanço crítico da atual legislatura, apontando vários problemas que, segundo o partido, começaram logo no início do mandato. Entre os principais pontos, o partido destaca a falta de esclarecimentos sobre os acontecimentos de 25 de novembro, a introdução do IVA, o aumento do custo de vida, o contrato energético com a empresa Tesla, considerado prejudicial aos interesses nacionais, e a redução do número de famílias beneficiárias da ação social.
“O apoio social que abrangia 16 mil famílias foi reduzido para apenas 5 mil,
deixando 11 mil famílias em situação de extrema vulnerabilidade.”
O MLSTP criticou igualmente a recusa, por parte do governo que segundo o partido é um governo do ADI e do MCI/PS-PUM,
de uma doação de 100 milhões de dólares da China Popular para a modernização do
Aeroporto Internacional.
“Na nossa perspectiva, nenhum governo sério recusaria uma doação dessa dimensão
de um parceiro estratégico de desenvolvimento.”
Relativamente à moção de censura, o MLSTP afirma que não fazia sentido votar
favoravelmente, uma vez que a iniciativa não nasceu de uma preocupação real com
o povo, mas sim de disputas internas dentro do próprio ADI.
“A moção não reflete os interesses do povo, mas sim problemas internos do ADI.
Por isso, não fazia sentido apoiá-la.”
Gaudêncio Costa / Deputado do MLSTP

O partido afirma ainda que houve uma mudança na correlação de forças dentro da
Assembleia Nacional, o que terá levado o ADI a antecipar a rejeição da moção e
a optar pela sua retirada.
“O MLSTP não tem qualquer acordo com este governo. A nossa posição é clara:
defender, de forma intransigente, os interesses do povo santomense.” Gaudêncio
Costa / Deputado do MLSTP
Por fim, o MLSTP apelou à calma da população e reafirmou o seu compromisso com a defesa do povo, garantindo que, caso regresse ao poder em 2026, irá resolver os problemas que, segundo o partido, o atual governo não conseguiu solucionar.
Por: Varela Tavares
Imagem: TVS
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