Avançam, a bom ritmo, as obras de preparação do futuro Parque Solar de Água Casada. Neste momento, estão em curso trabalhos de terraplanagem, preparação do terreno e construção da via de acesso ao local onde serão instalados os painéis solares.
A informação foi avançada por Miguel Pita, coordenador do projeto de acesso à energia limpa e sustentável, financiado pelo Banco Mundial e implementado pela AFAP.

Miguel PITA: Coordenador doProjeto de Acesso a Energia Limpa e Sustentavel
“Estamos agora no terreno da obra, onde irá nascer o futuro Parque Solar de Água Casada. Avançamos com o trabalho de preparação de terraplanagem e criação de toda a infraestrutura comum e eletromecânica que permitirá interligar o futuro parque à rede nacional.”
A primeira fase do projeto prevê a instalação de 11 megawatts de energia solar, acompanhados por 6,89 megawatts-hora de baterias. Está ainda prevista, numa segunda fase, a instalação de mais 5 megawatts na zona norte de Água Casada. Uma área vizinha encontra-se em estudo para um potencial adicional de 18 megawatts.

Os primeiros contentores com materiais da empresa SCATEC, responsável pela componente solar prevista para esta fase, deverão chegar a São Tomé no início de outubro.
O projeto está dividido em dois principais lotes. A componente civil, que inclui a preparação da área do parque e a construção da via de acesso entre a Estrada Nacional e o local, está orçada em 3,5 milhões de euros.
A componente eletromecânica, avaliada em 7,5 milhões de euros, contempla a construção de novos postos de corte e a interligação do parque à rede nacional.

No terreno, os trabalhos de preparação da via de acesso já começaram. A empresa responsável pelo lote civil está também a concluir a instalação dos apoios de média tensão entre Água Casada e Santo Amar, enquanto prossegue a passagem dos cabos.
“Estamos a fazer um esforço para minimizar o cronograma. Há ainda algumas incertezas, mas estamos a tentar apontar para finais de fevereiro ou março do próximo ano para começar os testes para a interligação à rede.”
A entrada desta nova capacidade de produção deverá reforçar a oferta de eletricidade e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. Segundo o coordenador do projeto, a aposta nas energias renováveis poderá permitir produzir energia a custos mais baixos e reduzir a despesa do Estado com a importação de combustíveis.

Miguel PITA: Coordenador doProjeto de Acesso a Energia Limpa e Sustentavel
“Ao estarmos a apostar nas energias renováveis, vamos ter mais energia na rede, uma energia mais barata, mais segura e com um potencial maior de crescimento no futuro.”
Para a empresa responsável pelos trabalhos de preparação do terreno, a intervenção atual constitui a base para a instalação dos painéis e, posteriormente, para a produção de energia elétrica.
David Costa Legre : Director de Obras
“A nossa responsabilidade neste projeto incide, sobretudo, nos trabalhos de terraplanagem, que são a base inicial para deixar a zona de instalação dos painéis pronta para a posterior instalação e produção de energia.”
O Parque Solar de Água Casada surge, assim, como uma das infraestruturas previstas para aumentar a capacidade de produção de energia renovável em São Tomé e Príncipe, com o objetivo de reforçar a rede e reduzir os custos associados à produção elétrica com combustíveis fósseis.