A presença da fragata portuguesa NRP Álvares Cabral em São Tomé e Príncipe integra uma operação de patrulhamento em mar aberto e reforça a cooperação bilateral no domínio da defesa e da segurança marítima.
Durante a missão, as autoridades são-tomenses destacaram a importância do apoio português, sobretudo perante as limitações existentes em meios navais para responder a situações de emergência nas águas nacionais.

Segundo o representante são-tomense ouvido na ocasião, o país dispõe atualmente de capacidade para acompanhar e visualizar a sua área marítima, mas enfrenta dificuldades quando é necessário deslocar meios para o local de uma ocorrência.

Horácio de Sousa : Ministro da Defesa e Ordem Interna
“Temos grande capacidade de visualizar o nosso mar, as nossas águas, mas infelizmente não temos como lá chegar em caso de alguma situação.”
O Governo diz estar a trabalhar na aquisição de meios próprios para reforçar a capacidade de intervenção e segurança marítima. Até lá, operações como a presença do navio português são consideradas importantes para reduzir as limitações existentes.

A fragata Álvares Cabral encontra-se atracada em São Tomé e Príncipe no âmbito da operação Mar Aberto, numa zona marítima considerada estratégica para as ligações comerciais entre a Europa e o Atlântico.
Para Portugal, a cooperação entre as duas marinhas é uma das áreas relevantes da relação bilateral.
“A presença da fragata Álvares Cabral vem reforçar a segurança marítima nesta área fundamental e é um elemento dissuasor muito significativo.”
A missão Mar Aberto realiza-se anualmente e, segundo o embaixador português, tem impacto na cooperação com a Guarda Costeira são-tomense e nas relações de defesa entre os dois países.
Portugal mantém ainda uma presença naval permanente em São Tomé e Príncipe desde 2018. Atualmente, essa presença é assegurada pelo navio Centauro, que deverá ser substituído, nos próximos meses, pelo NRP Scorpião.

Luís da Silva : Embaixador de Portugal
“Há uma presença muito forte e revela também o espírito de parceria e de amizade e de grande proximidade que existem entre as nossas Forças Armadas.”
A segurança das águas são-tomenses continua, assim, no centro da cooperação de defesa entre São Tomé e Príncipe e Portugal, enquanto o Governo são-tomense procura reforçar os próprios meios de fiscalização e intervenção marítima