A Universidade de São Tomé e Príncipe iniciou o novo ano letivo com uma iniciativa diferente. A Reitoria, em conjunto com as unidades orgânicas, promoveu um ciclo de sessões denominado Diálogo Académico, destinado a refletir sobre o papel da universidade e a qualidade da formação oferecida aos estudantes.

A iniciativa pretende levar os professores a uma análise das próprias práticas académicas e avaliar se a formação ministrada corresponde às expectativas dos estudantes e às necessidades da sociedade.

Salustino Andrade : Reitor da Universidadede São Tomé e Princípe
“É uma forma de fazermos uma análise introspectiva da Universidade. É trazer os professores a olharem para eles mesmos e para aquilo que prestamos enquanto académicos.”
O diálogo académico foi realizado em três sessões. A primeira decorreu na Faculdade de Ciência e Tecnologia, exclusivamente com os professores daquela unidade. A segunda teve lugar no Instituto Vítor Machado e a terceira sessão reuniu os professores do ISEC.

Seis oradores foram convidados para conduzir as reflexões, com o objetivo de estimular os docentes a analisar o trabalho desenvolvido e pensar em formas de melhorar a formação durante o novo ano letivo.
Para o reitor, a universidade deve assumir um papel mais claro na preparação dos jovens para a entrada na sociedade e no mundo profissional.

“A universidade não é mais um liceu. A universidade é um lugar que forma já para entrar na sociedade.”
A preocupação apresentada está relacionada também com a empregabilidade dos estudantes. A instituição defende que a formação universitária deve acompanhar as mudanças e evitar que os jovens concluam os cursos sem respostas para a integração profissional.
Segundo Samuel Chino Andrade, isso exige também uma mudança contínua por parte dos professores, com atualização das práticas de ensino a cada novo ano letivo.
Salustino Andrade : Reitor da Universidadede São Tomé e Princípe
“Nós não podemos continuar a formar as pessoas para ir para o desemprego. Os professores devem estar preparados para que, a cada ano letivo, façamos diferente do que fizemos no ano letivo anterior.”

O diálogo académico marca, assim, o início de uma reflexão interna sobre a missão da universidade, o papel dos docentes e a preparação dos estudantes para responder às necessidades da sociedade.