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ONG ADADER forma agentes comunitários para rastreio e acompanhamento sanitário em Monte Café

A comunidade de Monte Café está a reforçar a prevenção das doenças não transmissíveis através da formação de jovens voluntários que irão apoiar o rastreio da hipertensão arterial e da diabetes junto da população. A iniciativa é promovida pela ONG ADADER, com financiamento da Cooperação Portuguesa, e pretende aproximar os cuidados de saúde das zonas rurais.


Segundo a enfermeira e formadora Sónia Nessa Quaresma, o aumento dos casos destas patologias exige uma maior sensibilização da população.


Sónia Quaresma

"A hipertensão e a diabetes estão a afetar cada vez mais a nossa população e hoje já atingem também muitos jovens. É importante reduzir o consumo de sal, álcool, tabaco e combater o sedentarismo."


Os participantes serão preparados para acompanhar as famílias, medir a pressão arterial e os níveis de glicemia e encaminhar os casos suspeitos para os serviços de saúde.


Sónia Quaresma

"Os formandos serão o elo entre a comunidade, os enfermeiros e os médicos, permitindo identificar precocemente situações de risco."


A Cooperação Portuguesa destaca que o projeto complementa mais de duas décadas de apoio ao setor da saúde em São Tomé e Príncipe, levando os serviços até às comunidades com menor acesso.


Jéssica Bastos  Cooperação Portuguesa

"Estamos a fazer o percurso inverso: em vez de esperar que as pessoas procurem os serviços, levamos o rastreio até à comunidade."


Para a direção da ONG ADADER, este projeto-piloto pretende criar uma rede de voluntários comunitários que continue a apoiar o posto de saúde local mesmo após o término do financiamento.


Armindo Pontes  Presidente da ONG ADADER

"Queremos deixar jovens capacitados para trabalhar em articulação com o posto de saúde e, no futuro, alargar esta experiência a outras comunidades."


Moradores reconhecem que o acesso aos cuidados de saúde continua condicionado, sobretudo quando o posto local está encerrado, obrigando muitos doentes a deslocarem-se até à Trindade para receber assistência médica. A formação pretende contribuir para um diagnóstico mais precoce e para a redução do impacto da hipertensão e da diabetes nas comunidades rurais de São Tomé e Príncipe.