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Crise no Parlamento termina com retirada da moção de censura do partido ADI ao XIX Governo liderado por Américo Ramos

A sessão plenária da Assembleia Nacional, marcada para a análise da moção de censura apresentada pelo grupo parlamentar do ADI, ficou marcada por suspensão dos trabalhos, troca de acusações entre partidos e forte tensão política. Após alegadas irregularidades relacionadas com mandatos de deputados e falta de quórum, a sessão foi retomada esta terça-feira. No entanto, o ADI acabou por retirar a moção de censura, justificando a decisão com o objetivo de evitar instabilidade política. A retirada gerou reações divergentes do MLSTP e do Movimento Basta, enquanto acusações graves de alegada compra de deputados dominaram o debate político.

Patrice Trovoada afirma que moção de censura clarificou o xadrez político em São Tomé e Príncipe e a situação interna do próprio partido ADI

O presidente do partido ADI, Patrice Trovoada, declarou que os objetivos políticos da recente moção de censura apresentada no Parlamento ao XIX Governo foram alcançados, sublinhando que o atual cenário político em São Tomé e Príncipe está agora mais claro. Em declaração tornada pública na página oficial do ADI no Facebook, Trovoada classificou o atual governo como ilegal e anticonstitucional, acusando-o de ser sustentado pelo MLSTP. O líder do ADI destacou ainda a coesão interna do partido, afirmando que a maioria dos deputados permanece leal à direção, e apontou as próximas eleições como o momento em que o povo tirará conclusões sobre a atual crise política em STP.

PCD critica caos parlamentar e acusa o partido ADI de agir por interesses pessoais

O Partido da Convergência Democrática (PCD) condenou esta tarde os recentes acontecimentos na Assembleia da República, classificando-os como “degradantes” e prejudiciais à imagem do país. Em conferência de imprensa, o partido acusou o ADI de criar instabilidade política por desespero eleitoral e garantiu que não apoiaria uma moção de censura apresentada a oito meses das eleições legislativas.

Caos no Parlamento trava debate da moção de censura ao Governo de Américo Ramos

A sessão da Assembleia Nacional destinada à discussão da moção de censura ao XIX Governo Constitucional terminou em clima de forte tensão política, marcada por acusações mútuas, divergências jurídicas e interrupção dos trabalhos. O impasse teve início com a contestação da presença de deputados do ADI por alegada incompatibilidade de funções, levando a Presidente da Assembleia a suspender a sessão sem definir o tempo de interrupção. Enquanto parte dos deputados defendia a continuidade dos trabalhos, alegando a existência de maioria absoluta e o fim do prazo legal para a moção, a Conferência de Líderes decidiu adiar a sessão para hoje, quarta-feira, decisão considerada ilegítima por outros parlamentares. O Primeiro-Ministro Américo Ramos rejeitou as acusações contra o Governo, classificou a moção como resultado de conflitos internos no partido no poder e alertou para os impactos políticos do impasse. Com acusações de violação do regimento e desordem no plenário, o episódio expôs profundas divisões no Parlamento e levantou preocupações sobre a estabilidade institucional, a poucos meses das eleições legislativas. A sessão deverá ser retomada esta quarta-feira.

Em plena turbulência na Assembleia Nacional, ADI acusa vice-presidente de usurpação de funções da Presidente, enquanto oposição questiona irregularidade de deputados da ADI

O Grupo Parlamentar da ADI contestou a condução de uma sessão plenária da Assembleia Nacional, acusando o vice-presidente do órgão de usurpação de funções e denunciando a tentativa de forçar quórum com deputados já substituídos. O partido afirma que agiu para travar uma ilegalidade e defende que questões relativas aos mandatos dos deputados, independentemente da força política a que pertençam, devem ser analisadas exclusivamente pelas comissões especializadas, em estrito respeito ao regimento e ao Estado de Direito.

Governo anuncia medidas fiscais para aliviar impacto da crise energética no setor privado

O Governo reuniu-se com a Câmara de Comércio e associações profissionais para avaliar os impactos da crise energética no setor privado. No encontro, foram anunciadas medidas fiscais de mitigação e apresentados projetos estruturantes, incluindo novos geradores e investimentos em energias renováveis, com o objetivo de estabilizar o fornecimento de eletricidade no país.