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ADI recorre ao Tribunal Constitucional para travar reuniões e alegado congresso promovidos por grupo dissidente

 Ação Democrática Independente justifica a decisão de recorrer ao Tribunal Constitucional, numa tentativa de travar aquilo que classifica como ações ilegais promovidas por um grupo de militantes.

O porta-voz da direção afirma que o partido possui órgãos legitimamente constituídos e acusa alguns militantes de realizarem reuniões sem autorização, contrariando os estatutos internos.


Alexandre Guadalupe -  Porta-voz da direção do ADI

"O ADI tem uma direção oficial, toda a gente sabe, mas alguns militantes têm estado a realizar reuniões à revelia da direção do partido, induzindo militantes a participar em ações que podem causar instabilidade e até atos de vandalismo."


Segundo o porta-voz, a providência cautelar pretende impedir tanto essas reuniões como um alegado congresso que, segundo diz, estaria a ser preparado sem o cumprimento das normas estatutárias.



"Viemos cautelar as reuniões que eles têm vindo a fazer e também um pretenso congresso que pretendem realizar de forma ilegal. Um congresso pressupõe o cumprimento rigoroso das regras internas e dos estatutos do partido."


A direção afirma ainda desconhecer a data e o local da eventual realização do congresso, mas sustenta que existem indícios da sua preparação e teme que a situação possa provocar novos confrontos entre militantes.


 Porta-voz da direção do ADI

"Estamos a alertar o Tribunal Constitucional para impedir que essas ações avancem, evitando mais problemas, porque pode haver agressões e outros crimes que manchem a democracia."


Durante a conferência de imprensa, o dirigente voltou a acusar o grupo liderado por Américo Ramos de tentar desestabilizar o partido e afirmou acreditar que existe uma estratégia para enfraquecer a maior força política do país.


Apesar da decisão do Tribunal Constitucional que recomenda a realização do congresso do ADI, a direção esclarece que o processo será conduzido de acordo com os procedimentos internos do partido e revela que o Conselho Nacional apontou o dia 26 de julho como data para a realização do congresso oficial.


A providência cautelar agora apresentada será analisada pelo Tribunal Constitucional, que deverá pronunciar-se sobre o pedido de suspensão das reuniões e de quaisquer iniciativas partidárias contestadas pela atual direção do ADI.