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O Primeiro-ministro Américo Ramos reagiu com satisfação à retirada da moção de censura apresentada contra o XIX Governo Constitucional, sublinhando que a decisão demonstra que “o bom senso acabou por reinar” no seio do grupo parlamentar do ADI que havia avançado com a iniciativa.



Segundo o chefe do executivo, a moção de censura representava um risco sério para a estabilidade política e económica do país, sobretudo por ter sido apresentada a escassos meses das eleições. Américo Ramos alertou que a iniciativa poderia “minar a confiança dos parceiros internacionais e dos investidores, além de interromper projetos importantes já em curso”. Américo Ramos Primeiro-ministro


Para o Primeiro-ministro, os principais prejudicados seriam os cidadãos santomenses, que já enfrentam uma conjuntura económica e social difícil. “O impacto seria bastante negativo para a população, numa altura em que é preciso estabilidade para promover mudanças”, afirmou.


Américo Ramos reconheceu que o país enfrenta desafios estruturais, mas garantiu que o Governo está consciente das dificuldades e empenhado em realizar reformas. “O Governo está a trabalhar para mudar este estado de coisas e fará a sua parte até ao final da legislatura”, assegurou.Américo Ramos Primeiro-ministro


 

Confrontado com a possibilidade de a moção ter sido uma “brincadeira de mau gosto”, o chefe do Governo preferiu adotar uma posição cautelosa, sublinhando que a responsabilidade pela iniciativa cabe exclusivamente ao grupo parlamentar que a apresentou. Ainda assim, manifestou satisfação pelo recuo, após diálogo e troca de posições dentro do ADI.


Relativamente às tensões internas no partido, Américo Ramos não afastou a hipótese de se candidatar à liderança do ADI. “Sou militante da ADI há vários anos, já fui dirigente do partido e, enquanto militante, sou elegível para concorrer a qualquer cargo”, declarou. ”. Américo Ramos Primeiro-ministro


Por: Varela Tavares

Imagem: RTP

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