A Comissão Eleitoral Nacional (CEN) lançou um forte apelo à responsabilidade dos candidatos presidenciais e dos cidadãos, defendendo que a campanha eleitoral decorra num ambiente de paz, respeito e elevação democrática. A mensagem foi transmitida durante a cerimónia de assinatura do pacto de não agressão, realizada na véspera do início oficial da campanha.

Na intervenção de abertura, o presidente da CEN afirmou que o pacto representa um compromisso solene com a estabilidade nacional e não apenas um documento simbólico.
"O pacto que hoje assinamos não é um mero documento formal. É um compromisso perante a nação de que, independentemente dos resultados eleitorais, jamais permitiremos que as diferenças políticas se transformem em conflitos que coloquem em causa a paz social e a unidade do nosso povo." Jeudiger Nascimento / Presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) de São Tomé e Príncipe

O responsável defendeu ainda que a disputa eleitoral deve centrar-se exclusivamente nas ideias e nos programas políticos, rejeitando ataques pessoais, difamação e qualquer forma de violência.
Dirigindo-se aos mais de 142.670 eleitores residentes no país e na diáspora, apelou a uma escolha consciente e informada nas urnas.
"Não se deixem levar por promessas fáceis ou por apelos emocionais. Ouçam atentamente as propostas de todos os candidatos e votem em consciência. O vosso voto é a vossa voz e a vossa decisão pelo futuro do país." Jeudiger Nascimento / Presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) de São Tomé e Príncipe
Durante a cerimónia, apenas um candidato presidencial marcou presença para assinar o pacto. Na sua intervenção, comprometeu-se a desenvolver uma campanha baseada no respeito, no diálogo e na defesa da paz.
"A minha candidatura fará tudo o que estiver ao seu alcance para que esta campanha decorra com elevação. Divergiremos nas ideias, mas nunca pela violência ou pela baixeza. O povo santomense merece uma campanha de mensagens, propostas e respeito." Carlos Vila Nova Candidato presidencial presente

Questionado pelos jornalistas sobre a ausência dos restantes candidatos, o presidente da CEN esclareceu que a assinatura do pacto é voluntária e que a não comparência não invalida o cumprimento da legislação eleitoral.
Segundo explicou, alguns candidatos consideraram que a Lei n.º 5/2014, que estabelece o Código de Conduta e Ética Eleitoral, já regula suficientemente o comportamento durante a campanha.
"O pacto não substitui a Lei n.º 5/2014. O seu objetivo era transmitir uma mensagem de união e tranquilidade ao povo santomense. Esperamos que todos os candidatos respeitem a lei, independentemente de terem assinado ou não o documento." Jeudiger Nascimento / Presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) de São Tomé e Príncipe
A Comissão Eleitoral confirmou ainda que os preparativos técnicos para as eleições estão praticamente concluídos.

As comissões distritais e a diáspora encontram-se a organizar os materiais eleitorais, enquanto a chegada dos boletins de voto está prevista para os próximos dias, assegurando que o processo decorra com normalidade, transparência e credibilidade.