As vésperas do processo eleitoral em São Tomé e Príncipe, o Conselho Nacional da Juventude (CNJ) dirigiu uma mensagem à juventude do país, apelando ao civismo, à responsabilidade e à preservação da paz durante todo o período eleitoral.
Na comunicação, o CNJ sublinha que o país vive um dos momentos mais importantes da sua vida democrática e lembra que as eleições representam uma oportunidade para cada cidadão exercer, de forma livre e consciente, o seu direito de participar na construção do futuro da nação.

A organização recorda que São Tomé e Príncipe tem sido reconhecido como um país de paz, convivência harmoniosa e respeito mútuo, defendendo que as diferenças políticas não devem destruir os laços familiares, as amizades nem os valores que unem o povo santomense.
O Conselho Nacional da Juventude afirma que a disputa eleitoral deve centrar-se na apresentação de ideias, programas e soluções para os problemas do país, rejeitando qualquer forma de ódio, divisão ou violência.
"Não permitamos que as diferenças políticas destruam os laços familiares, as amizades e os valores que sempre caracterizaram o nosso povo. A disputa eleitoral deve limitar-se ao campo dos ideais, dos programas e das soluções para os problemas do povo, jamais ao sentido do ódio ou da desunião."
Leopoldo Vera Cruz Presidente do CNJ
Dirigindo-se particularmente aos jovens, o CNJ destaca que, de acordo com os dados da Comissão Eleitoral Nacional, mais de 47% dos eleitores têm entre 18 e 35 anos, razão pela qual considera a juventude um elemento decisivo para o fortalecimento da democracia.
A organização apela para que cada jovem seja um promotor da paz, da concórdia e da unidade nacional, rejeitando a desinformação, os discursos de ódio e qualquer comportamento que possa comprometer a estabilidade do país.
"Apelamos a cada jovem para que seja embaixador da paz, da concórdia e da união nacional, que rejeite a desinformação, os discursos de ódio e qualquer ato que comprometa a estabilidade do país."
Leopoldo Vera Cruz Presidente do CNJ
Na mensagem, o Conselho reforça ainda que votar é um direito e que exercer esse direito de forma consciente constitui um dever para com as atuais e futuras gerações.

O apelo termina com uma mensagem de unidade nacional, lembrando que, independentemente dos resultados eleitorais, todos os santomenses continuarão a partilhar a mesma pátria, a mesma bandeira e o objetivo comum de construir um São Tomé e Príncipe mais justo, próspero e desenvolvido.