A direção da campanha do candidato presidencial Nito Viegas de Abreu reagiu esta tarde aos resultados provisórios das eleições presidenciais, agradecendo aos apoiantes pela participação na campanha e considerando que o processo decorreu num ambiente de paz.
No entanto, a candidatura denunciou falhas graves no recenseamento eleitoral, alegando que milhares de cidadãos ficaram impedidos de votar por não constarem dos cadernos eleitorais, tanto em São Tomé e Príncipe como na diáspora.
Alexandre Guadalupe / Direção da campanha
"Muitos eleitores ficaram fora do caderno eleitoral. Para nós não são centenas, são milhares de cidadãos que quiseram votar e não conseguiram exercer esse direito."
A campanha considera que estas falhas condicionaram a participação eleitoral e contribuíram para uma elevada taxa de abstenção, interpretada como um sinal de descontentamento dos cidadãos com a situação política e social do país.
Questionada sobre os resultados provisórios divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional, a direção da campanha evitou reconhecer a vitória do candidato Carlos Vila Nova, afirmando que aguarda a divulgação dos resultados definitivos antes de assumir uma posição oficial.
"Há um resultado que é provisório. Não nos compete reconhecer ou rejeitar esses resultados antes da divulgação oficial dos resultados definitivos." Alexandre Guadalupe / Direção da campanha
Apesar das críticas ao processo eleitoral, a candidatura rejeita qualquer intenção de colocar em causa a paz social, defendendo que apenas pretende o esclarecimento das irregularidades registadas durante o processo.
A direção da campanha entende que a exclusão de eleitores dos cadernos eleitorais afetou a transparência do escrutínio e defende que a situação deve ser corrigida para reforçar a credibilidade das próximas eleições.
"Quando milhares de cidadãos ficam impedidos de votar, isso mancha o processo eleitoral e exige uma reflexão para garantir eleições cada vez mais transparentes e participadas." Alexandre Guadalupe / Direção da campanha
A candidatura concluiu apelando às autoridades eleitorais para corrigirem as falhas identificadas e reforçarem a confiança dos cidadãos no sistema democrático.