O candidato às eleições presidenciais Mique João diz que a sua candidatura surge como uma alternativa para romper com o modelo político que, na sua opinião, não tem contribuído para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe.
Com o lema “O poder pertence ao povo”, Mique João afirmou que pretende colocar os cidadãos no centro das decisões do Estado.
“O sistema tem estado a trabalhar de tal forma que não tem contribuído para o desenvolvimento nacional. O povo deve decidir para alterarmos a situação do país”, afirmou o candidato.
Durante a entrevista, Mique João destacou que a diferença da sua candidatura está na sua própria trajetória e na vontade de mudar práticas que considera prejudiciais ao país.
“Mique João quer efetivamente dar atenção ao povo, defender os mais fracos, aqueles que não têm voz, garantir justiça, saúde, paz e desenvolvimento nacional”, declarou.
O candidato explicou que, antes de apresentar soluções definitivas, tem realizado visitas a instituições públicas para conhecer o funcionamento dos serviços do Estado.
Segundo Mique João, estas visitas permitem identificar problemas existentes em áreas como saúde, energia e transportes.
“O Presidente da República precisa conhecer como as instituições estão a funcionar para, a partir daí, poder ajudar a corrigir os problemas do país”, disse.

Questionado sobre o papel do Presidente da República, tendo em conta que não possui poder executivo, Mique João afirmou que o Chefe de Estado tem responsabilidades na definição das orientações gerais do país.
“O Presidente da República é o chefe do Estado. As políticas do Estado são feitas através de leis e o Governo executa essas políticas”, afirmou.
Na área económica, o candidato apresentou várias propostas, incluindo a revisão do sistema fiscal, a redução das despesas públicas, a diminuição das taxas alfandegárias e a criação de medidas para atrair investimentos e gerar emprego, sobretudo para os jovens.
Mique João defendeu também uma alteração da política salarial nacional, afirmando que existe um desequilíbrio entre os rendimentos e o custo de vida da população.
“Não é possível uma pessoa viver com um salário que não corresponde ao custo atual da vida. É preciso encontrar um equilíbrio”, afirmou.
Sobre a imagem de campanha associada à magistratura, o candidato explicou que pretende transmitir uma mensagem de rigor e cumprimento da lei.
“Haverá justiça. Ninguém estará acima da lei. Não haverá semideuses em São Tomé e Príncipe”, declarou.

Mique João confirmou ainda que poderá não realizar os tradicionais comícios de campanha, justificando que prefere utilizar esses recursos em ações de apoio às populações.
“O valor que seria utilizado para grandes comícios pode ser aplicado para ajudar pessoas com necessidades, principalmente na área da saúde”, afirmou.
O candidato encerrou a entrevista apelando aos eleitores para que façam a sua escolha com base naquilo que consideram ser o melhor caminho para o futuro do país.