A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia reforçou a sua presença em São Tomé e Príncipe com o destacamento de observadores de curto prazo para os diferentes distritos do país.
Durante uma sessão de apresentação da equipa, o chefe da missão, o eurodeputado Sérgio Humberto, explicou que o objetivo é acompanhar de perto todas as fases do processo eleitoral.
“Estar no terreno, familiarizar-se com a população, estar atentos a todo o processo da campanha eleitoral, o dia de silêncio e o dia eleitoral. O acompanhamento começa desde o processo dos boletins, abertura das urnas, votação, encerramento e contagem.” desse Sérgio Humberto / Chefe da Missão de observação eleitoral da UE em STP

Ao todo, 14 novos observadores de curta duração vão juntar-se aos 16 elementos que já se encontram no país. A equipa será distribuída pelos distritos da ilha de São Tomé, enquanto dois observadores seguem para a Região Autónoma do Príncipe.
Segundo Sérgio Humberto, a presença na ilha do Príncipe é fundamental para garantir uma observação abrangente de todo o território nacional.
“É importante nós não falarmos só de São Tomé. São Tomé é São Tomé e Príncipe. São duas ilhas e, portanto, esta missão tem esta obrigação de integrar todos.”
A missão permanecerá no país durante todo o processo eleitoral e deverá apresentar um relatório preliminar após o dia da votação. Caso seja necessária uma segunda volta presidencial, os observadores continuarão no terreno para acompanhar essa fase.
O chefe da missão destacou ainda que a avaliação final será baseada nos dados recolhidos pelos observadores durante o trabalho de campo.
“É muito importante o trabalho dos observadores que vão estar no terreno para nos darem factos, para termos uma avaliação rigorosa e factual de todo este processo eleitoral.”
A equipa conta com observadores provenientes de vários países da União Europeia e integra também uma representante do Canadá, numa cooperação internacional que, segundo a missão, demonstra abertura e proximidade.
Questionado sobre a participação de uma representante canadiana, Sérgio Humberto explicou que a iniciativa representa uma dimensão internacional mais ampla.
“Isto também demonstra a abertura da União Europeia. Esta integração também ao Canadá, aos países africanos, à Ásia e ao continente americano é importante. É um sinal de proximidade e contacto.”

A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia sublinha que atua de forma independente e imparcial, mantendo contactos com outras organizações internacionais presentes no processo eleitoral, como a União Africana, CPLP, CEAC, G7 Mais e Nações Unidas.
“Cada uma tem a sua autonomia e independência. Nós estamos cá de forma totalmente independente, imparcial e sem interferência. O objetivo é trocarmos informações para termos uma avaliação completamente factual e rigorosa.”
A expectativa da missão é que o processo eleitoral decorra dentro da normalidade e que os cidadãos possam exercer o seu direito de voto num ambiente democrático.
“A expectativa é que o ato eleitoral corra com normalidade, com naturalidade e que a democracia vença. É esse o objetivo de qualquer missão de observação eleitoral da União Europeia.”

Missão da União Europeia reforça observação eleitoral em São Tomé e Príncipe, com equipas no terreno para acompanhar todas as fases do processo.