O Conselho Nacional do partido Nossa Terra reuniu-se para analisar a situação política e ratificar as listas de candidatos às eleições legislativas e autárquicas de 27 de setembro.
Durante a reunião, a direção apresentou os nomes que deverão concorrer à Assembleia Nacional, às câmaras distritais e às vereações, numa sessão marcada por propostas, alterações e votações.
Na abertura dos trabalhos, a liderança explicou que a aprovação das listas deveria ser feita com urgência, tendo em conta os prazos legais para a entrega das candidaturas. “Precisamos aprovar isto hoje. Se isso atrasar um dia, Nossa Terra não participa nas eleições.” Outro ponto destacado foi o cumprimento da lei da paridade. A direção lembrou que as listas devem respeitar a representação mínima de 40% de mulheres e obedecer à alternância prevista na legislação.
“Se não tiver 40%, a lista não passa. O Tribunal Constitucional vai rejeitar a lista. Temos que cumprir a lei.” Abnildo de Oliveira / Presidente do Partido Nossa Terra
Na apresentação das candidaturas, foram anunciados vários cabeças de lista. Para Água Grande, a direção apresentou Fausto Matos como candidato à deputação e Maria de Luz, conhecida por Milú, como candidata à presidência da Câmara.
“Maria de Louros, Milú, é nossa candidata para presidente da Câmara de Água Grande.”
Enquanto outras listas foram discutidas para os distritos de Lobata, Cantagalo e Mé-Zóchi.
A reunião ficou também marcada pela discussão e alteração de algumas posições nas listas, com a direção a defender uma composição que combine experiência, juventude e cumprimento das regras eleitorais.
Na área legislativa, foram apresentados candidatos efetivos e suplentes. A direção explicou que os suplentes também podem assumir funções parlamentares em caso de vacatura dos lugares efetivos.
“Um deputado suplente também pode estar no Parlamento.”
As listas foram submetidas à apreciação e votação do Conselho Nacional, com várias propostas aprovadas.
A direção defendeu ainda que a apresentação pública das listas dentro das estruturas do partido representa uma forma de participação interna e de transparência no processo de escolha dos candidatos.
Com a ratificação das listas, o partido entra agora numa nova fase do processo eleitoral, que inclui a recolha de assinaturas, a obtenção da documentação necessária e a entrega formal das candidaturas dentro dos prazos estabelecidos pela lei.