Representantes do governo, técnicos e parceiros internacionais reuniram-se num ateliê de encerramento para avaliar os resultados do Projeto TRI, uma iniciativa voltada para a restauração das paisagens florestais e para o combate às mudanças climáticas em São Tomé e Príncipe.
"Caros convidados, eu sinto-me bastante feliz por tomar parte, mais
uma vez, num evento dessa natureza relacionado com o Projeto TRI. Felizmente,
nós, fazendo parte de uma equipa multidisciplinar, mesmo antes de 2019, que
trabalhou na identificação e formulação do projeto, fico contente pelos
resultados que foram atingidos e que, brevemente, serão tornados públicos."

Segundo os responsáveis, o projeto foi resultado de um trabalho conjunto entre
várias instituições nacionais e parceiros internacionais, tendo enfrentado
desafios ao longo do percurso.
"Quero parabenizar essa equipa que, apesar de muitas dificuldades,
conseguimos ultrapassar essa dificuldade, trabalhamos com a equipa e fomos
capazes de atingir o resultado que atingimos."
Durante o encontro, foi também destacada a importância de garantir que os
resultados obtidos sejam aproveitados pelo país e sirvam de base para novas
ações de desenvolvimento.
"Gostaria, mais uma vez, nessa tribuna, de solicitar que o País possa
fazer um bom uso desses resultados, apropriar-se dos resultados dos projetos e
dar todas as condições para que as instituições possam dar continuidade ao
trabalho."
O projeto integra uma iniciativa global de restauração florestal promovida em
vários países, tendo São Tomé e Príncipe sido reconhecido como um dos exemplos
positivos.
"Entre os dez projetos executados globalmente, o projeto de São Tomé
de restauração florestal foi reconhecido como um dos exemplos desse projeto
global."
A iniciativa contou com o apoio técnico da FAO e financiamento do Fundo Global
para o Meio Ambiente, com foco na proteção da biodiversidade, na recuperação de
áreas degradadas e no fortalecimento das comunidades rurais.
"São Tomé e Príncipe, enquanto pequeno Estado insular em
desenvolvimento, apresenta uma elevada riqueza ecológica, mas também uma grande
vulnerabilidade aos efeitos das mudanças climáticas."
Nilda da Mata / Ministra do Ambiente Juventude e Turismo Sustentável

Entre os principais resultados, destaca-se a restauração de mais de doze mil
hectares de paisagens florestais e agroflorestais degradadas no país.
"Um dos objetivos ambiciosos desta iniciativa foi contribuir para a
restauração de 12 mil hectares de paisagens florestais e agroflorestais
degradadas no País."

O projeto também contribuiu para melhorar os meios de subsistência das
populações rurais e incentivar práticas agrícolas sustentáveis.
"A restauração dos sistemas agroflorestais contribuiu para melhorar os
meios de subsistência das populações, reforçar cooperativas agrícolas e gerar
novas oportunidades de rendimento."
Outro destaque foi a inclusão de mulheres e jovens em atividades ligadas à
economia verde.
"O projeto promoveu igualmente a inclusão de mulheres e jovens,
incentivando a sua participação em atividades económicas ligadas à economia
verde."
Os responsáveis sublinham ainda que o trabalho realizado reforça o compromisso
internacional do país na luta contra as alterações climáticas.
"O projeto contribui igualmente para o cumprimento dos compromissos
internacionais assumidos pelo País no âmbito do Acordo de Paris sobre
alterações climáticas."

Com os resultados alcançados, o governo e os parceiros internacionais já
preparam uma nova fase da iniciativa, que permitirá ampliar as áreas de
restauração e fortalecer os impactos sociais e ambientais.
"Está prevista uma segunda fase desse projeto, novamente financiado
pelo GEF. Esta nova etapa permitirá ampliar as áreas de restauração e
consolidar os resultados alcançados."

A nova fase deverá dar continuidade aos esforços de restauração ecológica no
país, com a meta de alcançar cerca de 36 mil hectares restaurados até 2030,
reforçando a proteção da biodiversidade e a resiliência climática de São Tomé e
Príncipe.
Por: Ednel Abreu
Imagem: Siclay Abril
Edição: André Trindade
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