São Tomé e Príncipe acaba de dar mais um passo importante na preservação da biodiversidade.

A Direção das Florestas e da Biodiversidade inaugurou novas câmaras frias destinadas à conservação de sementes florestais, uma infraestrutura que permitirá melhorar significativamente os programas de reflorestação no país.
“É um passo mais que nós damos nessa luta de restauração e gestão
sustentável dos recursos florestais, porque nós, até este momento, não tínhamos
capacidade de armazenar as sementes e conservá-las. Simplesmente vivíamos na
base daquilo que a natureza nos oferecia.”

Com estas câmaras frias, o país passa a ter capacidade de conservar sementes
por mais tempo, garantindo disponibilidade contínua para produção de mudas.
“Com a instalação dessas câmaras frias, nós podemos agora ter semente para
produzir mudas durante todo o ano.”
Ao todo, foram instaladas três câmaras frias: duas na ilha de São Tomé e uma na Região Autónoma do Príncipe.

A diferença deve-se aos diferentes tipos de sementes existentes no ecossistema florestal do arquipélago.
“No nosso ecossistema florestal temos dois tipos de semente, sementes
ortodoxas e sementes recalcitrantes, que têm exigências diferentes quanto à sua
conservação. Por isso aqui em São Tomé temos duas câmaras.”

A ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável destacou que a
iniciativa faz parte da política do governo para proteger as florestas e preservar
a biodiversidade nacional.
“Esta iniciativa insere-se plenamente na política do Ministério do Ambiente,
Juventude e Turismo Sustentável, que tem como prioridade a reflorestação, a
preservação das nossas florestas, a valorização das espécies endémicas e a
proteção da extraordinária biodiversidade que caracteriza o nosso país.”

Segundo a governante, sendo São Tomé e Príncipe reconhecido internacionalmente
como reserva mundial da biosfera, torna-se ainda maior a responsabilidade de
proteger o património natural do arquipélago.
“São Tomé e Príncipe tem a responsabilidade histórica e moral de cuidar
deste património natural único, sobretudo sendo um país reconhecido como
reserva mundial da biosfera da UNESCO.”
Nilda da Mata

A iniciativa enquadra-se no projeto TREE, financiado pelo Fundo Global para o
Ambiente e implementado pela FAO, com execução técnica da Direção das Florestas
e da Biodiversidade.
“Graças a este projeto, São Tomé e Príncipe está no mapa global da conservação
e da restauração das florestas.”

Os resultados alcançados pelo país nesta área deverão ainda ser apresentados
numa publicação científica internacional.
“A FAO vai publicar um documento monográfico sobre a conservação das
florestas e restauração da floresta em São Tomé e Príncipe. É o primeiro
documento monográfico do país nesta área nas Nações Unidas.”

Com estas novas infraestruturas, o país reforça a capacidade de conservação de sementes e cria melhores condições para ampliar as ações de reflorestação e restauração dos ecossistemas florestais.
Por: Ednel Abreu
Imagem: Siclay Abriil
Edição: André Trindade
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