Técnicos de diferentes instituições ligadas ao ambiente participam num workshop de capacitação sobre financiamento da biodiversidade.

A formação decorre durante três dias e tem como foco a metodologia BIOFIN, uma iniciativa internacional promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
“Está decorrendo um workshop sobre a metodologia BIOFIN, que é uma
metodologia do PNUD, um projeto, na verdade, BIOFIN do PNUD, que é relacionado
ao financiamento da biodiversidade, uma iniciativa de financiamento da
biodiversidade.”

Criada em 2012, a iniciativa já apoia cerca de 130 países na mobilização de
recursos financeiros para proteger a biodiversidade. Em São Tomé e Príncipe, o
processo teve início em 2024 e marca agora uma nova etapa com este encontro
técnico.
“Então, essa iniciativa já está em vigor desde 2012. Já atende cerca de 130
países e São Tomé e Príncipe iniciou em 2024.”
Durante o workshop, os participantes terão contacto com conceitos introdutórios
da metodologia, bem como exercícios práticos relacionados com mecanismos de
análise e planeamento de despesas ligadas à biodiversidade.
“Hoje é o ponto de partida de workshop de três dias, que abordará sobre essa
metodologia, apresentará algumas questões introdutórias e conceituais e alguma
prática de um dos mecanismos da BIOFIN, que é a revisão de despesa de
biodiversidade.”

Outro ponto central da formação é a análise institucional e de políticas
relacionadas com a biodiversidade, um dos produtos iniciais da metodologia
BIOFIN, que será apresentado no último dia do encontro.
“Também apresentará o PIR, que é a análise institucional de política
institucional ligada à biodiversidade, que é um produto inicial dessa
metodologia que vai ser apresentado no terceiro dia desse encontro.”
A formação pretende reforçar as capacidades dos técnicos nacionais para
identificar, quantificar e planear investimentos destinados à conservação
ambiental.
“Esse workshop inicialmente é para os técnicos ligados a questões da
biodiversidade em São Tomé e Príncipe terem conhecimento de mecanismos
financeiros que possam ser utilizados para identificar, quantificar e planejar
despesas com biodiversidade.”

Para os organizadores, a iniciativa é essencial num país reconhecido
internacionalmente pela sua riqueza natural e pelo estatuto de reserva da
biosfera.
“São Tomé e Príncipe, sendo um país único, nesse caso, do mundo, como
reserva da biosfera da UNESCO e um país insular, precisa, de fato, de
quantificar gastos com biodiversidade, ver o gape, o buraco que existe, que
falta para o financiamento de biodiversidade.” Joscerli Lima / Facilitador da formação

Com esse diagnóstico, espera-se que no futuro o país consiga mobilizar mais
recursos para a proteção dos ecossistemas e o desenvolvimento sustentável.
Por: Ednel Abreu
Imagem: Hamilton Jesus
Edição: André Trindade
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