O Movimento de Cidadãos Independentes e Partido de Unidade Nacional, MCI-PS/PUM, veio a público denunciar o que considera uma degradação política e institucional em São Tomé e Príncipe. Num comunicado dirigido à nação, o partido afirmou que não pode pactuar com alegadas tentativas de interferência política no funcionamento da Justiça.
"O MCI-PS /PUM não pode pactuar com mais um escândalo envolvendo responsáveis políticos, com o objetivo de obrigar a Presidente do Supremo Tribunal de Justiça a emitir mandato de soltura a favor do senhor Ignacio Mena, detido pela Polícia Judiciária mediante mandato de captura internacional da Interpol." José Rio Representante do MCI-PS/PUM
O partido considera que, perante a gravidade das acusações apresentadas, deveriam existir iniciativas institucionais para esclarecer os factos, incluindo investigações por parte das entidades competentes.
O MCI-PS/PUM afirmou ainda que assume uma posição de oposição firme na defesa do Estado de Direito Democrático e da independência dos órgãos de soberania.
"Política é uma coisa, justiça é outra. Misturar as duas é como pôr sal no café, estraga tudo."
José Rio Representante do MCI-PS/PUM
No comunicado, o partido manifestou apoio à posição assumida pelo Supremo Tribunal de Justiça, considerando que a independência dos tribunais é fundamental para a credibilidade das instituições.
O MCI-PS1 criticou também decisões tomadas pelo Governo em período de gestão, numa fase próxima do fim do mandato, defendendo maior prudência e transparência em matérias consideradas estratégicas para o país.
Entre os exemplos apontados pelo partido estão processos relacionados com a gestão de infraestruturas e empresas públicas, incluindo o setor aeroportuário e energético.
"O Governo, estando em gestão em época de eleições, não deve prejudicar o normal funcionamento das instituições. Apelamos à prudência, ao sentido de Estado e à transparência nas suas ações e decisões." José Rio Representante do MCI-PS/PUM
O MCI-PS/ PUM dirigiu também críticas ao MLSTP, acusando o partido de ter uma posição contraditória enquanto força política que anteriormente esteve ligada ao poder. O partido questiona a legitimidade das críticas feitas pelo MLSTP ao atual Governo, recordando decisões tomadas durante períodos anteriores de governação.
"Os santomenses não têm memória curta. O MCI-PS1 afirma-se como alternativa de governação séria e transparente para São Tomé e Príncipe." José Rio Representante do MCI-PS/PUM
O comunicado termina com o MCI-PS /PUM a reafirmar a sua intenção de apresentar-se como alternativa política e a defender uma mudança baseada na transparência, separação de poderes e fortalecimento das instituições democráticas.