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Moises Viegas critica Governo por crise energética e acusa falha na gestão da coisa pública no balanço do MDFM/UL

Moises Viegas Presidente do MDFM-UL questiona incapacidade, má-fé ou possível corrupção na crise energética que afeta São Tomé e Príncipe

O presidente do partido MDFM–União Liberal (MDFM-UL), Moises Viegas, criticou duramente a atuação do atual Governo, de incapacidade de resolver a crise energética e de frustrar as expectativas criadas junto da população São-tomense após a queda do anterior Executivo.

Numa declaração dirigida ao povo de São Tomé e Príncipe, no início do ano político de 2026, o líder partidário começou por desejar esperança aos cidadãos, mas rapidamente traçou um balanço negativo da governação.

 “O ano de 2025 foi um ano de muitas expectativas, mas infelizmente essas expectativas duraram muito pouco”, afirmou Moises Viegas


Segundo Moises Viegas, a queda do Governo liderado por Patrice Trovoada em Janeiro de 2025  ocorreu sob acusações de má gestão da coisa pública e de um contrato energético considerado prejudicial ao país. No entanto, na sua ótica, a mudança não trouxe melhorias reais.

“Houve a mudança do Governo, o partido ADI continua no poder e, infelizmente, todas as expectativas do povo foram fracassadas” O presidente do MDFM-UL apontou o cancelamento do contrato com a empresa Tesla como um dos fatores que antecederam a grave crise energética vivida no país.
“Poucos dias depois do cancelamento do contrato, o país entrou nas escuras. As nossas casas ficaram completamente escuras e o país também ficou completamente escuro”, sublinhou.
De acordo com o político, o Primeiro-Ministro prometeu inicialmente resolver o problema em vinte dias, prazo que depois foi alargado para um mês, sem resultados concretos.

 “A única coisa que o chefe do Governo conseguiu anunciar foi a chegada de um gerador velho vindo da Nigéria, que não conseguiu nem minimizar o problema da energia”, criticou.

Moises Viegas alertou para as consequências sociais e económicas da crise, afirmando que os efeitos têm sido devastadores para as famílias, pequenos comerciantes, estudantes e para a economia nacional.

“Até hoje continuamos com problemas sérios de energia, com consequências drásticas para a vida do povo”, afirmou.

Num tom mais contundente, o líder da oposição levantou questões sobre a atuação do Executivo. “A minha pergunta é simples: será incapacidade deste Governo? Será má-fé? Ou será suspeita de corrupção?”, O dirigente recordou ainda que um membro do próprio Governo veio a público pedir desculpas pela incapacidade de resolver o problema energético, enquanto a situação continua a agravar-se.

“Enquanto o problema persiste, a pobreza vai entrando na casa de cada São-tomense”, lamentou. Para Moises Viegas, governar vai muito além de discursos e anúncios.

“Governar é gerir a coisa pública, é gerir a vida de um povo e de uma nação. Quando um Governo não consegue colocar energia e água na casa do povo, isso diz tudo”, afirmou.

O presidente do MDFM-UL concluiu destacando que energia e água são requisitos básicos para qualquer sociedade e condição essencial para o desenvolvimento, crescimento económico, funcionamento do sistema de saúde e garantia da dignidade humana. 


Por: Varela Tavares

Imagem: TVS

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